Rimini Street reúne CIOs e o pensador Jorge Forbes para discutirem paralelos entre a arquitetura e a TI

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O Hotel Rosewood São Paulo, empreendimento que foi construído na antiga maternidade Condessa Filomena Matarazzo, foi palco do primeiro Simpósio Transformar, Otimizar e Evoluir com CIOs, realizado pela Rimini Street. O local foi escolhido pela relação entre a robustez da antiga infraestrutura e as escolhas estratégicas de modernizações que tornaram o projeto único, inovador e, acima de tudo, funcional.

Nos últimos anos as áreas de tecnologia têm enfrentado um desafio semelhante. De um lado estruturas de missão crítica robustas e customizadas e do outro aplicações e tecnologias que evoluem diariamente. Transformar, evoluir e otimizar o roadmap de tecnologia para acompanhar toda esta transformação exige entendimento claro do que manter, o que demolir e o que ressaltar para entregar uma experiência com o melhor ROI e sem sobressaltos.

Jorge Forbes, pensador, psicanalista, psiquiatra, escritor e criador do TERRADOIS, explicou que nos últimos 50 anos, saímos de uma sociedade verticalmente orientada – com definições de certo e errado – e passamos a uma sociedade horizontal, variada, verdadeira coleção de singularidades. Com isso, perdemos um padrão externo que nos dava um norte estável. Ficamos desbussolados e desorientados. A sociedade passou a ser múltipla e flexível e o exercício da escolha, com a decorrente responsabilidade pelo escolhido, mostra um papel muito mais relevante do que na sociedade anterior. No entanto, as empresas e organizações ainda são lideradas e estruturadas para operarem em TERRAUM.

O futuro e’ composable, os negócios e seu ERP também

No mundo dos negócios, segundo o Gartner, o futuro é Composable. A tecnologia passa pela composable architecture e o composable ERP, que permite a escolha e a combinação dos melhores fornecedores em cada área, simplificando processos. Ou seja, centralizar fornecedores não necessariamente se traduz em uma experiência simplificada. Normalmente, uma experiência inovadora e de excelência conta com uma infraestrutura sofisticada e baseada em “best of breed”.

Edenize Maron, diretora-geral da Rimini Street no Brasil pontuou a pressão que os líderes da área de TI sofrem hoje em dia para adaptar-se ao TERRA2. O conceito é explicado pelos analistas do Gartner® como composable business. Em resumo, seria a combinação de estabilidade com a flexibilidade de escolhas, pensar e construir modularmente, para ganhar escalabilidade e velocidade, sendo a arquitetura de TI peça fundamental na construção das empresas do amanhã. Hoje temos ERP, CRM, supply-chain, camada de integração, excesso de fornecedores, falta de mão de obra especializada. A escolha do CIO hoje está entre: trazer complexidade para a TI e levar simplicidade o business ou o contrário.

Focando no ERP e base de dados especificamente, a solução de composable ERP segue o mesmo conceito. Evoluímos de mundo modular para o pós-modern ERP com soluções SaaS atreladas – como por exemplo o Salesforce – e a tendência agora, segundo o Gartner seria o composable ERP. “Mesmo avançando para o S4Hana, SAP Rise, temos que ter em mente sempre a integração da jóia da coroa, dos serviços de missão crítica. Não podemos esquecer do impacto em segurança, usabilidade, integração e levar em consideração as plataformas de desenvolvimento rápido (as hyper scales). Nosso foco é ajudar nossos clientes a todos os dias a tomar a melhor decisão para seus negócios, pois as decisões a serem tomadas são muitas e complexas. A falta de recursos e talento é uma realidade e o volume de problemas imenso, mas essa é a missão da Rimini, ajudar nossos clientes a serem cada vez mais estratégicos”, comenta Edenize.

O debate: unir o passado com o futuro é sempre um desafio.

A migração da infraestrutura de TI para cloud é um exemplo claro do quanto este passo é importante, que deve ser decidido após um planejamento criterioso e depois de muita análise e respaldo de parceiros especializados.

Verusca Bacellar, da Sotreq, Osvaldo Keller, da DPaschoal, e Bruno Pina, da The Bridgesocial, discutiram este e outros assuntos na mesa-redonda que finalizou o Simpósio.

A Sotreq é a maior revenda global da Caterpillar, sendo escolhida como piloto para um projeto de transformação digital de unificação de dados de todas as revendas. “Não é fácil fazer a mudança de sistemas em DB2, S400 porque você não consegue simplesmente desligar e reconstruir. Hoje criamos um portal onde o cliente pode acessar toda a informação necessária. Como o Jorge falou, temos que manter o que é bom, sem destruir o que funciona” continua Verusca.

“Em 2021 partimos para um projeto mais desafiador, uma decisão mais complexa e mais difícil de tomar, o Sotreq Link – a migração para a cloud. Por ser o coração da operação, existe sempre o risco de parar de vender, de faturar. O SAP na época era datacenter, era hosting e na mesma proporção chegou ao seu limite. Selecionamos o Microsoft Azure”, diz Verusca.

Inclusive, Verusca pontuou a importância de ter o respaldo de especialistas da Rimini antes e durante o processo de migração da Sotreq para a nuvem. “A consultoria estratégica da Rimini foi fundamental quando migramos a infraestrutura de TI da Sotreq para a nuvem, pois os profissionais nos deram total suporte e dicas valiosas que fizeram a diferença no resultado final”, ressalta.

Segundo Bruno Faustino – VP de Delivery na Rimini Street, muitas vezes a realidade americana é diferente da realidade na América Latina, por isso acabamos muitas vezes apoiando os clientes nessa análise de cloud, para que o business case do powerpoint seja factível no mundo real. No caso da Sotreq vimos eles migrarem primeiro o ambiente de desenvolvedores e depois de 1 ano moveram a produção, que não costuma ser uma prática do mercado. Ressaltando sempre que a mudança deve ser feita com muita cautela equilibrando custos (dolarizados) como objetivo da TI de atender melhor o negócio.

Já a DPaschoal, mesmo oferecendo serviços presenciais como a manutenção de automóveis, por exemplo, está constantemente acompanhando a evolução da jornada digital dos clientes. O setor automotivo vem enfrentando vários desafios, desde a mudança do desejo de propriedade de carro até a preocupação com o meio ambiente, por isso os projetos da empresa se baseiam nos pilares: bio, smart e eco.

“A migração para o suporte e manutenção da Rimini fez parte do roadmap de transformação da nossa companhia, que visa alavancar a experiência digital dos consumidores e possibilitou a otimização de recursos e a necessidade de como fazer mais com menos. Agora, recursos financeiros, tempo e talento são redirecionados para aprimorar a jornada dos clientes”, afirma Osvaldo Keller.

A DPaschoal é o primeiro cliente global da Rimini Street a assinar um contrato de 7 anos para apoiá-los nessa evolução tecnológica.

O fato de os profissionais destas empresas poderem contar com um serviço de suporte técnico com nota 4.9 de 5 como o da Rimini Street, também ajuda na retenção de talentos, pois os colaboradores sabem que tem tempo e tranquilidade para dedicar-se a projetos desafiadores e de inovação ao invés de “apagar incêndios” ou preocupar-se com a implementação da última mudança fiscal. Melhorando também o nível de satisfação de seus clientes internos.

Bruno Pina pontuou como reter talentos de tecnologia diante do cenário entre o legado e o novo. “Em meu passado como consultor, os projetos iam sempre até a entrega do book estratégico do projeto, deixando sempre o GAP de pessoas e talentos para as empresas. A gestão estratégica de talentos é chave, muitas das áreas tradicionais já se transformaram em áreas de TI, de digital aumentando ainda mais a demanda por profissionais com este perfil. Na área de tecnologia as fronteiras entre países já não existem, na Europa isso já era muito comum, hoje isso já é muito comum no mundo todo inclusive no Brasil. O segredo é construir o time tanto com os profissionais seniores, experts em sistemas legados, quanto com os mais novos, sedentos por tecnologias atuais e parceiros que possam ajudar a cobrir as lacunas de talento com rapidez e qualidade”, conclui.

A globalização é feminina

Geograficamente, TERRADOIS é igual à TERRAUM e seus habitantes são muito parecidos. A partir daí, tudo muda. Do nascimento à morte, passando por todas as etapas da vida: educar, estudar, amar, casar, trabalhar, profissionalizar, divertir, aposentar, tudo é radicalmente diferente. Logo, a tecnologia e as empresas devem acompanhar de perto estas mudanças e criar soluções para se adaptar.

O psicanalista também afirmou o quanto as mulheres estão ganhando força e presença no mundo e no mercado, e que esta tendência irá permanecer por muitos anos. “A globalização é feminina e os homens precisam estar cientes disso”, diz.

“Essa é uma notícia muito bem vinda,  e que já é uma realidade na Rimini Street. Em nossa equipe de liderança no Brasil já temos metade sendo mulheres, também temos a idade média dos profissionais acima dos 48 anos, nós somos a prova de que diversidade dá certo e somos o parceiro ideal para ser a ponte para nossos clientes atravessarem com segurança para este mundo novo, termina Edenize.

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Predicst 2022: Postpandemic recovery optimism and new strategic growth to fuel investment in ERP (Published 14 december, 2021 – ID G00757798 by Denis Torii, Tim Faith