Este blog foi publicado originalmente em dezembro de 2024 e atualizado em fevereiro de 2026.
Para clientes SAP ECC e S/4HANA on-premises, o esforço da SAP para promover o RISE with SAP só se intensificou em 2026, à medida que a empresa busca converter bilhões em receita de manutenção em contratos de nuvem baseados em assinatura.
Embora essa estratégia possa beneficiar os acionistas e as finanças da SAP, os CIOs devem se perguntar algo mais fundamental: o RISE with SAP realmente atende aos melhores interesses de seus negócios?
De forma geral, o mercado parece estar reagindo negativamente.
Pesquisas da DSAG e da ASUG mostram que os ambientes híbridos continuam a dominar, enquanto a adoção da nuvem pública permanece limitada. Preocupações persistentes relacionadas a vendor lock-in, perda de customizações, custos imprevisíveis[1]</g> e riscos operacionais continuam desacelerando o ritmo das migrações. Quando um sistema SAP existente é estável, seguro, eficiente, compatível com as normas e altamente personalizado, torna-se difícil justificar o que normalmente é um projeto de migração multimilionário. Para muitas organizações, os custos, riscos e impactos operacionais simplesmente superam os benefícios.
Os clientes da SAP estão provando que o RISE with SAP está longe de ser obrigatório. Em vez de migrações disruptivas e de alto risco, os CIOs estão priorizando a inovação orientada por IA, a otimização de custos e a flexibilidade de arquitetura.
Isso ajuda a explicar por que mais da metade dos clientes ECC ainda não realizou a migração,[2]</g> e por que muitos estão avançando mais rápido que seus concorrentes ao priorizar suporte independente e estratégias de modernização incremental.
10 motivos pelos quais o RISE with SAP pode não ser o melhor caminho para você
O contrato RISE with SAP traz riscos financeiros, comerciais, técnicos e operacionais. Compreender o porquê — e quais alternativas existem — pode ajudá-lo a tomar melhores decisões a longo prazo para o seu negócio e roadmap de TI.
1. Você será forçado a abandonar um sistema que ainda funciona
O fato do suporte principal do ECC e de versões mais antigas do S/4HANA ser encerrado entre 2025 e 2027 — com opções custosas de manutenção estendida até 2030 — não significa que esses sistemas deixaram de cumprir seu propósito ou de gerar valor para o negócio.
Os sistemas SAP existentes continuam sendo sistemas de registro confiáveis, armazenando e reportando dados e transações bem definidos enquanto a organização investe em sistemas de engajamento e diferenciação que se integram e interagem com seu ERP core.
Com o suporte independente para SAP, sua organização pode estender a vida útil do ERP pelos próximos 15 anos ou mais, liberando capital e tempo para inovar sem disrupções.
2. Abrir mão das licenças perpétuas de ECC ou S/4HANA troca propriedade por risco de assinatura
A propriedade tem valor estratégico. O RISE exige que os clientes abram mão de licenças perpétuas em troca de contratos por assinatura, transformando CIOs de proprietários em locatários.
Essa transição reduz seu controle enquanto expõe a organização a aumentos imprevisíveis de preços e ao poder de negociação do fornecedor. Em 2026, os CIOs estão rejeitando cada vez mais dinâmicas de “locador” impostas por fornecedores, priorizando estratégias que preservem propriedade, controle de custos e poder de negociação.
3. Contratos RISE integrados limitam flexibilidade e capacidade de escolha
O RISE reúne infraestrutura, gestão de aplicações e suporte em um único contrato. Quando uso de software, operações e suporte ficam contratualmente inseparáveis, modificar ou substituir qualquer um desses componentes se torna difícil.
Essa abordagem integrada também pode limitar futuras decisões tecnológicas, dificultando redirecionar investimentos para soluções não SAP à medida que as necessidades do negócio evoluem.
Veja Entendendo os contratos RISE — cuidado com o Bundle de vendor lock-in.
4. A SAP acaba se tornando a intermediária do seu relacionamento com a nuvem
Embora o RISE permita escolher seu hyperscaler, a SAP intermedeia esse relacionamento como parte de um acordo integrado. Isso pode dificultar mudanças em níveis de serviço, escopo ou preços à medida que as necessidades do negócio evoluem.
Como resultado, muitos CIOs preferem gerenciar diretamente seus relacionamentos com hyperscalers, preservando poder de negociação, otimizando custos e mantendo acesso às melhores capacidades de cloud do mercado, sem interferência do fornecedor.
5. As exigências de Clean Core eliminam customizações e diferenciação
Migrações brownfield para o SAP Cloud ERP Private permitem preservar algumas customizações, mas, como a SAP não consegue instalar upgrades automaticamente, a responsabilidade por manter o ambiente atualizado continuará sendo sua. O SAP Cloud ERP Public impõe exigências de Clean Core que frequentemente exigem reescrever ou eliminar códigos customizados.
Para muitas organizações, essas customizações representam anos de otimização de processos e diferenciação competitiva — vantagens das quais não estão dispostas a abrir mão.
6. Os custos de consumo do SAP BTP aumentam a incerteza orçamentária
O SAP Business Technology Platform sustenta o ecossistema cloud da SAP, mas seu modelo de precificação baseado em consumo continua imprevisível em 2026. Executar customizações, automações e cargas de trabalho de IA no BTP pode elevar rapidamente os custos.
Os CIOs estão respondendo a isso adotando plataformas independentes e camadas de orquestração que entregam IA e automação sem prender os orçamentos ao modelo de precificação da SAP.
7. Migrações custam mais do que dinheiro
As migrações SAP são caras — frequentemente custando dezenas ou centenas de milhões de dólares — e podem levar de seis meses a vários anos para serem concluídas. As exigências de Clean Core, o retrabalho de customizações e os custos imprevisíveis de consumo do BTP aumentam ainda mais os riscos.
Com recursos limitados de pessoas, tempo e orçamento, migrações longas podem atrasar a inovação, desacelerar o crescimento e comprometer a vantagem competitiva — ou, pior ainda, resultar em um projeto fracassado.
Muitas organizações estão optando pela modernização incremental em vez de migrações “big bang”, aplicando IA e automação sobre sistemas existentes para alcançar resultados mais rápidos e com menor risco.
8. Os benefícios da IA são adiados até a migração
Os recursos de IA da SAP, incluindo Joule e IA generativa embarcada, estão vinculados a versões específicas de cloud. Para acessar esses recursos de IA, é necessário primeiro concluir uma migração ou upgrade para a versão mínima exigida.
Isso obriga os CIOs a adiar o valor impulsionado por IA até que uma transformação complexa seja concluída, prolongando prazos e desacelerando a inovação justamente quando velocidade é mais importante.
9. Existe uma maneira melhor de preparar seu ERP para o futuro
A inovação está avançando mais rápido do que a maioria das organizações antecipava. Novas capacidades disruptivas estão surgindo de fornecedores que nem existiam há poucos anos.
Ao evitar vendor lock-in, os CIOs mantêm a flexibilidade necessária para adotar as tecnologias certas no momento certo — sem ficarem presos a contratos de longo prazo.
10. Rimini Street e ServiceNow aceleram a inovação com Agentic AI
Os sistemas ERP tradicionais estão atingindo seus limites técnicos. Por que embarcar em um projeto de migração ou de mudança de plataforma longo e caro por meio do RISE quando o software ERP está se tornando obsoleto?
Em 2026, organizações líderes estão acelerando a inovação com Agentic AI ERP — arquiteturas composable impulsionadas por IA que se integram perfeitamente aos sistemas ECC ou S/4HANA existentes. Essa abordagem permite automação rápida, fluxos de trabalho inteligentes e análises avançadas sem migrações dispendiosas, proporcionando valor mensurável em semanas, não em anos.
Com a poderosa combinação da expertise em ERP da Rimini Street e da plataforma de IA da ServiceNow®, as organizações podem acelerar a implementação de IA corporativa, UX moderna, processos inteligentes e inovação contínua — a uma fração do custo do RISE with SAP.
Rimini Agentic UX™ impulsionado pela ServiceNow torna a inovação mais rápida, eficiente e econômica
A Rimini Street e a ServiceNow estabeleceram uma parceria estratégica para permitir automação e modernização impulsionadas por IA em ambientes corporativos de software existentes por meio do Rimini Agentic UX™.
Esta oferta permite que as organizações:
- Integrem sistemas distintos em workflows digitais inteligentes e unificados
- Contem com suporte e serviços gerenciados líderes de mercado em todo o ambiente ERP
- Prolongue a vida útil dos sistemas existentes, redirecionando as economias com suporte de fornecedores para inovação e aumento da produtividade
Rimini Agentic UX adiciona uma camada inteligente de interação impulsionada por IA sobre os sistemas e versões ERP existentes. As organizações podem aproveitar as soluções Rimini Agentic UX™ —uma seleção de mais de 20 modelos de soluções de processos de negócios pré-construídos, implantados rapidamente em plataformas empresariais existentes — para inovar em semanas, não em anos. O resultado é uma automação mais rápida, fluxos de trabalho mais inteligentes e uma transformação significativa — tudo isso mantendo os sistemas nos quais as organizações já confiam.
Para os clientes SAP, isto é mais do que uma alternativa ao RISE. É um caminho para alcançar resultados mensuráveis hoje, preservando ao mesmo tempo a flexibilidade estratégica para o futuro.
Principais conclusões
Em 2026, os CIOs estão priorizando a modernização e a inovação sem disrupção. Ao prolongar a vida útil do seu ERP SAP existente, adicionar orquestração orientada por IA e evitar a dependência de um único fornecedor, você pode alcançar a transformação mais rapidamente, a um custo menor e com maior flexibilidade.
Descubra como o Agentic AI ERP e a metodologia Rimini Smart Path™ podem ajudar sua organização a modernizar de forma ousada, dentro dos orçamentos existentes e sem abrir mão de propriedade, flexibilidade ou vantagem competitiva.
[1] Peter M. Färbinger, “Teoria do Caos Híbrida SAP S/4”, Revista E-3, acessado em 10 de fevereiro de 2026.https://e3mag.com/en/hybrid-sap-s-4-chaos-theory/
[2] Grant Gross, “Quase metade dos clientes do SAP ECC podem continuar com o ERP legado além de 2027”, CIO, acessado em 20 de fevereiro de 2026.https://www.cio.com/article/4000543/nearly-half-of-sap-ecc-customers-may-stick-with-legacy-erp-beyond-2027.html
[3] Gerardo Banegas, “SAP enfrenta resistência de clientes na migração para o S/4HANA e lança novo programa”, LinkedIn, 1º de maio de 2025. https://www.linkedin.com/pulse/sap-faces-customer-pushback-s4hana-migration-launches-gerardo-banegas-3wnme
