10 Coisas que os CIOs precisam saber sobre o RISE with SAP

Luiz Mariotto
GVP & GM, Global SAP Services
6 min. de leitura

Este blog foi publicado originalmente em dezembro de 2024 e atualizado em fevereiro de 2026.

Para clientes SAP ECC e S/4HANA on-premises, o esforço da SAP para promover o RISE with SAP só se intensificou em 2026, à medida que a empresa busca converter bilhões em receita de manutenção em contratos de nuvem baseados em assinatura.

Embora essa estratégia possa beneficiar os acionistas e as finanças da SAP, os CIOs devem se perguntar algo mais fundamental: o RISE with SAP realmente atende aos melhores interesses de seus negócios?

De forma geral, o mercado parece estar reagindo negativamente.

Pesquisas da DSAG e da ASUG mostram que os ambientes híbridos continuam a dominar, enquanto a adoção da nuvem pública permanece limitada. Preocupações persistentes relacionadas a vendor lock-in, perda de customizações, custos imprevisíveis[1]</g> e riscos operacionais continuam desacelerando o ritmo das migrações. Quando um sistema SAP existente é estável, seguro, eficiente, compatível com as normas e altamente personalizado, torna-se difícil justificar o que normalmente é um projeto de migração multimilionário. Para muitas organizações, os custos, riscos e impactos operacionais simplesmente superam os benefícios.

Os clientes da SAP estão provando que o RISE with SAP está longe de ser obrigatório. Em vez de migrações disruptivas e de alto risco, os CIOs estão priorizando a inovação orientada por IA, a otimização de custos e a flexibilidade de arquitetura.

Isso ajuda a explicar por que mais da metade dos clientes ECC ainda não realizou a migração,[2]</g> e por que muitos estão avançando mais rápido que seus concorrentes ao priorizar suporte independente e estratégias de modernização incremental.

10 motivos pelos quais o RISE with SAP pode não ser o melhor caminho para você

O contrato RISE with SAP traz riscos financeiros, comerciais, técnicos e operacionais. Compreender o porquê — e quais alternativas existem — pode ajudá-lo a tomar melhores decisões a longo prazo para o seu negócio e roadmap de TI.

1. Você será forçado a abandonar um sistema que ainda funciona

O fato do suporte principal do ECC e de versões mais antigas do S/4HANA ser encerrado entre 2025 e 2027 — com opções custosas de manutenção estendida até 2030 — não significa que esses sistemas deixaram de cumprir seu propósito ou de gerar valor para o negócio.

Os sistemas SAP existentes continuam sendo sistemas de registro confiáveis, armazenando e reportando dados e transações bem definidos enquanto a organização investe em sistemas de engajamento e diferenciação que se integram e interagem com seu ERP core.

Com o suporte independente para SAP, sua organização pode estender a vida útil do ERP pelos próximos 15 anos ou mais, liberando capital e tempo para inovar sem disrupções.

2. Abrir mão das licenças perpétuas de ECC ou S/4HANA troca propriedade por risco de assinatura

A propriedade tem valor estratégico. O RISE exige que os clientes abram mão de licenças perpétuas em troca de contratos por assinatura, transformando CIOs de proprietários em locatários.

Essa transição reduz seu controle enquanto expõe a organização a aumentos imprevisíveis de preços e ao poder de negociação do fornecedor. Em 2026, os CIOs estão rejeitando cada vez mais dinâmicas de “locador” impostas por fornecedores, priorizando estratégias que preservem propriedade, controle de custos e poder de negociação.

3. Contratos RISE integrados limitam flexibilidade e capacidade de escolha

O RISE reúne infraestrutura, gestão de aplicações e suporte em um único contrato. Quando uso de software, operações e suporte ficam contratualmente inseparáveis, modificar ou substituir qualquer um desses componentes se torna difícil.

Essa abordagem integrada também pode limitar futuras decisões tecnológicas, dificultando redirecionar investimentos para soluções não SAP à medida que as necessidades do negócio evoluem.

Veja Entendendo os contratos RISE — cuidado com o Bundle de vendor lock-in.

4. A SAP acaba se tornando a intermediária do seu relacionamento com a nuvem

Embora o RISE permita escolher seu hyperscaler, a SAP intermedeia esse relacionamento como parte de um acordo integrado. Isso pode dificultar mudanças em níveis de serviço, escopo ou preços à medida que as necessidades do negócio evoluem.

Como resultado, muitos CIOs preferem gerenciar diretamente seus relacionamentos com hyperscalers, preservando poder de negociação, otimizando custos e mantendo acesso às melhores capacidades de cloud do mercado, sem interferência do fornecedor.

5. As exigências de Clean Core eliminam customizações e diferenciação

Migrações brownfield para o SAP Cloud ERP Private permitem preservar algumas customizações, mas, como a SAP não consegue instalar upgrades automaticamente, a responsabilidade por manter o ambiente atualizado continuará sendo sua. O SAP Cloud ERP Public impõe exigências de Clean Core que frequentemente exigem reescrever ou eliminar códigos customizados.

Para muitas organizações, essas customizações representam anos de otimização de processos e diferenciação competitiva — vantagens das quais não estão dispostas a abrir mão.

6. Os custos de consumo do SAP BTP aumentam a incerteza orçamentária

O SAP Business Technology Platform sustenta o ecossistema cloud da SAP, mas seu modelo de precificação baseado em consumo continua imprevisível em 2026. Executar customizações, automações e cargas de trabalho de IA no BTP pode elevar rapidamente os custos.

Os CIOs estão respondendo a isso adotando plataformas independentes e camadas de orquestração que entregam IA e automação sem prender os orçamentos ao modelo de precificação da SAP.

7. Migrações custam mais do que dinheiro

As migrações SAP são caras — frequentemente custando dezenas ou centenas de milhões de dólares — e podem levar de seis meses a vários anos para serem concluídas. As exigências de Clean Core, o retrabalho de customizações e os custos imprevisíveis de consumo do BTP aumentam ainda mais os riscos.

Com recursos limitados de pessoas, tempo e orçamento, migrações longas podem atrasar a inovação, desacelerar o crescimento e comprometer a vantagem competitiva — ou, pior ainda, resultar em um projeto fracassado.

Muitas organizações estão optando pela modernização incremental em vez de migrações “big bang”, aplicando IA e automação sobre sistemas existentes para alcançar resultados mais rápidos e com menor risco.

8. Os benefícios da IA são adiados até a migração

Os recursos de IA da SAP, incluindo Joule e IA generativa embarcada, estão vinculados a versões específicas de cloud. Para acessar esses recursos de IA, é necessário primeiro concluir uma migração ou upgrade para a versão mínima exigida.

Isso obriga os CIOs a adiar o valor impulsionado por IA até que uma transformação complexa seja concluída, prolongando prazos e desacelerando a inovação justamente quando velocidade é mais importante.

9. Existe uma maneira melhor de preparar seu ERP para o futuro

A inovação está avançando mais rápido do que a maioria das organizações antecipava. Novas capacidades disruptivas estão surgindo de fornecedores que nem existiam há poucos anos.

Ao evitar vendor lock-in, os CIOs mantêm a flexibilidade necessária para adotar as tecnologias certas no momento certo — sem ficarem presos a contratos de longo prazo.

10. Rimini Street e ServiceNow aceleram a inovação com Agentic AI

Os sistemas ERP tradicionais estão atingindo seus limites técnicos. Por que embarcar em um projeto de migração ou de mudança de plataforma longo e caro por meio do RISE quando o software ERP está se tornando obsoleto?

Em 2026, organizações líderes estão acelerando a inovação com Agentic AI ERP — arquiteturas composable impulsionadas por IA que se integram perfeitamente aos sistemas ECC ou S/4HANA existentes. Essa abordagem permite automação rápida, fluxos de trabalho inteligentes e análises avançadas sem migrações dispendiosas, proporcionando valor mensurável em semanas, não em anos.

Com a poderosa combinação da expertise em ERP da Rimini Street e da plataforma de IA da ServiceNow®, as organizações podem acelerar a implementação de IA corporativa, UX moderna, processos inteligentes e inovação contínua — a uma fração do custo do RISE with SAP.

Rimini Agentic UX™ impulsionado pela ServiceNow torna a inovação mais rápida, eficiente e econômica

A Rimini Street e a ServiceNow estabeleceram uma parceria estratégica para permitir automação e modernização impulsionadas por IA em ambientes corporativos de software existentes por meio do Rimini Agentic UX™.

Esta oferta permite que as organizações:

  • Integrem sistemas distintos em workflows digitais inteligentes e unificados
  • Contem com suporte e serviços gerenciados líderes de mercado em todo o ambiente ERP
  • Prolongue a vida útil dos sistemas existentes, redirecionando as economias com suporte de fornecedores para inovação e aumento da produtividade

Rimini Agentic UX adiciona uma camada inteligente de interação impulsionada por IA sobre os sistemas e versões ERP existentes. As organizações podem aproveitar as soluções Rimini Agentic UX™ —uma seleção de mais de 20 modelos de soluções de processos de negócios pré-construídos, implantados rapidamente em plataformas empresariais existentes — para inovar em semanas, não em anos. O resultado é uma automação mais rápida, fluxos de trabalho mais inteligentes e uma transformação significativa — tudo isso mantendo os sistemas nos quais as organizações já confiam.

Para os clientes SAP, isto é mais do que uma alternativa ao RISE. É um caminho para alcançar resultados mensuráveis hoje, preservando ao mesmo tempo a flexibilidade estratégica para o futuro.

Principais conclusões

Em 2026, os CIOs estão priorizando a modernização e a inovação sem disrupção. Ao prolongar a vida útil do seu ERP SAP existente, adicionar orquestração orientada por IA e evitar a dependência de um único fornecedor, você pode alcançar a transformação mais rapidamente, a um custo menor e com maior flexibilidade.

Descubra como o Agentic AI ERP e a metodologia Rimini Smart Path™ podem ajudar sua organização a modernizar de forma ousada, dentro dos orçamentos existentes e sem abrir mão de propriedade, flexibilidade ou vantagem competitiva.

[1] Peter M. Färbinger, “Teoria do Caos Híbrida SAP S/4”, Revista E-3, acessado em 10 de fevereiro de 2026.https://e3mag.com/en/hybrid-sap-s-4-chaos-theory/

[2] Grant Gross, “Quase metade dos clientes do SAP ECC podem continuar com o ERP legado além de 2027”, CIO, acessado em 20 de fevereiro de 2026.https://www.cio.com/article/4000543/nearly-half-of-sap-ecc-customers-may-stick-with-legacy-erp-beyond-2027.html

[3] Gerardo Banegas, “SAP enfrenta resistência de clientes na migração para o S/4HANA e lança novo programa”, LinkedIn, 1º de maio de 2025. https://www.linkedin.com/pulse/sap-faces-customer-pushback-s4hana-migration-launches-gerardo-banegas-3wnme 

Desenhando sua estratégia de sucesso para o futuro com SAP

Descubra como a arquitetura de ERP composable pode ajudar a preservar flexibilidade e controle de custos diante da pressão em direção ao SAP Cloud ERP e ao RISE.

Perguntas frequentes

O que é o RISE with SAP?

O RISE with SAP é o programa de migração para a nuvem da SAP que ajuda seus clientes existentes a migrar de seus sistemas ECC ou S/4HANA locais para o SAP Cloud ERP baseado em assinatura. O RISE with SAP deixou de ser apenas um produto independente e passou a ser uma iniciativa de migração para a nuvem que exige mudança de plataforma. Os clientes que participam do RISE podem enfrentar custos elevados, prazos longos e interrupções operacionais significativas. Além disso, o RISE pode ser caro, complexo e apresentar um retorno sobre o investimento (ROI) incerto, ao mesmo tempo que introduz riscos, perda de controle e modelos de assinatura restritivos.

Quando termina o suporte principal para o SAP ECC 6?

Depende de qual pacote de melhorias do SAP ECC você está utilizando. Para o ECC 6 EHP 0-5, o suporte principal terminou em 31 de dezembro de 2025. Para o ECC 6 EHP 6-8, a manutenção principal se encerra em 31 de dezembro de 2027. Assista ao nosso vodcast 2025 ou 2027? para obter mais detalhes.

Quando termina o suporte principal para o SAP S/4HANA?

Depende da versão do SAP S/4HANA que você está utilizando. Para as versões 1511 a 1909, o suporte principal já havia sido encerrado cinco anos após o lançamento dessas versões. Para a versão 2020, o suporte principal terminou em 31 de dezembro de 2025. Para a versão de 2021, o prazo termina em 31 de dezembro de 2026. Para a versão de 2022, o prazo termina em 31 de dezembro de 2027. Agora, para a versão 2023, eles estenderam o ciclo de vida para 7 anos, portanto, o suporte está programado para terminar em 31 de dezembro de 2030. Assista ao nosso vodcast 2025 ou 2027? para obter mais detalhes.

Luiz Mariotto

GVP & GM, Global SAP Services

Mr. Mariotto serves as GVP & GM, Global SAP Services. In this role, he is responsible for the success of overall global SAP Services business driving SAP Support, Manage (AMS) and Consult performance for both new client acquisition and renewals. He drives the go-to-market strategy, sales execution and cross-functional alignment of our entire SAP offering, defining strategies to align it closely to the clients’ needs, market dynamics and competitive landscape.

Mr. Mariotto is a skilled executive leader with more than 30 years in the IT industry, with experience in enterprise software sales, consulting, service delivery, and large-enterprise IT organizations.

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