Fórum Street Smart 2022 analisa impacto do cenário econômico atual em projetos de tecnologia das empresas

Rimini Street Staff
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Após dois anos sendo realizado virtualmente, o evento de clientes Rimini Street no Brasil – chamado neste ano de Fórum Street Smart – voltou ao seu formato presencial, com a participação de nosso fundador e CEO, Seth Ravin, reafirmando a importância da América Latina nos negócios da Rimini Street.  

Seth afirmou que o mercado brasileiro tem os mesmos desafios de geração e fluxo de caixa que outros países, uma vez que fenômenos como a pandemia e a guerra na Ucrânia, por exemplo, têm reflexo generalizado por todo o mundo, pondo à prova a capacidade de as principais lideranças corporativas (CEOs, CFOs e CIOs) responderem com agilidade ao constante cenário de disrupção. Afinal, como traçar um roadmap para os próximos 5 ou 10 anos num mundo em que não se sabe o que vai acontecer no dia seguinte?  

Apesar de toda a incerteza dos tempos disruptivos que estamos atravessando, Seth acredita que as empresas que priorizarem em seus roadmaps de inovação itens como cibersegurança, BI & analytics, projetos em cloud, integração/interoperabilidade de tecnologias diversas e foco na transformação digital dos negócios terão êxito em suas jornadas.  

Neste contexto de complexidade tecnológica, surge o que o Gartner chama de “composable business”, um conceito que defende a necessidade de as empresas modularem suas soluções e se adaptarem às demandas do mercado, tornando o negócio mais resiliente e dinâmico. Isso se consegue quando a empresa é capaz de optar pelas tecnologias disponíveis no mercado que sejam mais aderentes ao seu negócio, combinando-as para operar de forma harmoniosa e orquestrada entre si. 

Prioridades da TI à luz das expectativas de investidores e private equities 

O Street Smart 2022 contou com a participação de Antonio Bulcão, da SPX Capital, Fabio Quintão, da Alvarez & Marsal, e Fabio Yoshitome, da AT Kearney, trazendo a visão dos fundos de private equity e das consultorias em relação ao que deve ser prioridade nos investimentos de TI para uma virada tecnológica de sucesso.

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Quintão iniciou a mesa-redonda defendendo a ideia de que a TI consiga ser self-funded e que os líderes de Tecnologia das companhias tornem-se cada vez mais protagonistas na jornada da transformação a favor do crescimento dos negócios.  

De acordo com os executivos, cada vez mais o C-Level terá que se familiarizar com o mundo da Tecnologia em um nível mais profundo, ao mesmo tempo em que CIOs precisarão ser ainda mais efetivos em falar a língua do business e se provar por meio de resultados de negócios. Em resumo, a TI será cada vez mais cobrada para demonstrar rapidamente o ROI de suas iniciativas, realidade catalisada pela pandemia em virtude da pressão financeira que todas as companhias sofreram. Ainda segundo os executivos, os fundos de private equity têm desempenhado um papel importante nessa interlocução entre líderes de negócios e líderes de Tecnologia. 

Outro ponto debatido na mesa-redonda foi a necessidade de as companhias estruturarem seus ambientes de TI pensando daqui para frente cada vez mais em plataformas e sistemas integrados, compondo ecossistemas que façam sentido para o negócio, e não necessariamente investindo na tecnologia mais avançada do mercado, mas na que seja mais produtiva e possa comprovar seu ROI rapidamente. Ou seja, menos ERP de última geração e mais integração.  

A mensagem central do debate foi que o mundo está mais rápido e experimental. A TI precisa, portanto, alinhar-se a esse novo paradigma, sem perda de tempo ou de recursos.  

Casos de sucesso Rimini Street em serviços de software unificados 

O Diretor de TI e Transformação Digital da DPaschoal, Osvaldo Keller, fez uma bela apresentação sobre como tem liderado a jornada de inovação da varejista, criando experiências únicas para o cliente. Keller conta que, para obter êxito na iniciativa, teve que desenhar um ecossistema que fosse tangível para o negócio, saindo do tecniquês e aterrisando na vida real. 

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Por meio de um contrato de sete anos, a Rimini Street tem sido a parceira de TI que a DPaschoal precisa para garantir que o sistema de gestão rode com total confiabilidade, enquanto os profissionais da área de tecnologia podem desempenhar funções estratégicas na corporação. “Quero ficar no SAP ECC até 2030, para inovar ao redor do sistema de gestão, com sistemas e tecnologias que se reflitam em novas experiências para surpreender o cliente da DPaschoal e fazer o negócio crescer.”  

A gigante do agronegócio Amaggi foi outra empresa a apresentar seu case com a Rimini Street.  A empresa unificou com a Rimini o suporte ao seu ERP SAP ECC, o AMS (Application Management Service), o monitoramento do ambiente SAP e toda a parte de atualizações fiscais, jurídicas e regulatórias, possibilitando à equipe de TI focar em inovação e no crescimento do negócio, além de melhorar a qualidade do funcionamento da operação e o tempo de resposta aos incidentes.  

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“A escolha da Rimini Street como parceira de TI foi um movimento estratégico para otimizar recursos da área de tecnologia e suportar tanto o crescimento dos negócios da Amaggi como o nosso foco constante em inovação, algo extremamente crítico no agronegócio, que necessita cada vez mais de eficiência operacional para se manter competitivo”, disse Wagner Biasi, Gerente de TI e Serviços Compartilhados na Amaggi. 

Cibersegurança no Grupo Fleury 

O CIO do Grupo Fleury, Helio Matsumoto, assumiu a área pouco tempo depois de a empresa ter sofrido, em meados de 2021, um ataque de ransomware e conta que, desde então, tem sido investido cinco vezes mais em segurança da informação. De acordo com o executivo, o ataque mudou a cultura do Fleury no que se refere à proteção digital, que passou a atuar fortemente em iniciativas educacionais e de conscientização junto a funcionários e colaboradores, inclusive no cuidado com suas senhas pessoais.  

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Matsumoto explica que foi criada, no Fleury, uma matriz para mapear possibilidades de novos ataques e impactos dessas diferentes ameaças para a organização, a fim nortear a priorização de investimentos em segurança da informação. Segundo ele, a estratégia de segurança da informação deve variar de empresa para empresa de acordo com as especificidades de cada core business, portanto não há uma receita comum a ser seguida.  

Rimini Protect 

O VP de Product Strategy e Unified Software Service da Rimini, Bruno Faustino, anunciou a nova solução de segurança cibernética da empresa, o Rimini Protect, alertando que as empresas que apostam apenas nos modelos de patches dos fabricantes de software ainda se encontram vulneráveis a ataques, porque os patches abordam apenas vulnerabilidades conhecidas, o que continua deixando-as expostas as vulnerabilidades desconhecidas.  

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“O Rimini Protect vai além dos patches típicos dos fabricantes para proteger todo o ambiente de aplicações, middleware e bancos de dados usando controles de segurança ativos que monitoram atividades em tempo real para identificar ações maliciosas e bloquear proativamente processos que tentam explorar novas e conhecidas vulnerabilidades”.