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A Síndrome de Estocolmo no mundo corporativo

Por Edenize Maron, general manager Latin America da Rimini Street 

Agora, nesse exato momento, líderes de grandes empresas estão na condição de reféns e sequer desconfiam, ou por puro desconhecimento da situação em que se encontram, ou porque, talvez, tenham desenvolvido a tal relação de simpatia que os mantém presos a seus algozes, conforme descrito na Síndrome de Estocolmo. Esse é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo amor ou amizade perante o seu agressor.

Não, não há armas apontadas para a cabeça de ninguém, mas há muitos casos reais de intimidação velada e explícita que permeiam o mundo corporativo. E isso é especialmente verdadeiro no campo da Tecnologia da Informação (TI).

Explico: a área de TI é historicamente dominada por poucos e grandes fornecedores globais, que foram consolidando sua posição de liderança sobretudo a partir da década de 90, com a oferta de sistemas de gestão, os ERPs. A forte concentração de mercado dessas gigantes de Tecnologia foi gradativamente dando a elas o poder de impor contratos de prestação de serviços nem sempre favoráveis a seus clientes, com o objetivo principal de mantê-los presos, vulneráveis e receosos de optar por qualquer tipo de mudança.

Essa dominação foi ganhando larga escala e o que se vê hoje é uma espécie de monopólio imposto pelos grandes fornecedores de TI. Os clientes, por sua vez, sentem-se muitas vezes acuados e, ainda, são obrigados a sofrer auditorias agressivas, com resultados mal explicados, e a pagar altíssimas taxas de manutenção e suporte para manterem sua operação rodando e fazerem atualizações de software. O preço é alto e raramente traz benefícios claros para o negócio – afinal alguém tem que bancar os custos para que essa abordagem típica de um monopólio continue existindo, certo?

Nessa relação delicada entre empresas e fornecedores de TI, muitos clientes acabam acreditando que é melhor deixar tudo como está e não se rebelar contra contratos desfavoráveis e abusivos, por puro receio de abalar o status quo. Aí está, portanto, a analogia com a Síndrome de Estocolmo. Mas a pergunta é: até quando esse cenário de faz de conta poderá sobreviver sem que os novos líderes tomem uma atitude, libertando a empresa de tais amarras?

A transformação (ou libertação) – A boa notícia é que essa situação já começou a mudar, pois no mundo em ebulição em que vivemos é mandatório e natural quebrar comportamentos semelhantes a monopólios para ganhar competitividade. Inovação e transformação digital são expressões de ordem no ambiente corporativo e não se faz isso sem quebrar padrões, com soluções realmente disruptivas.

Aqueles CIO´s que praticam sua liderança dentro da corporação, evitam tomadas de decisões equivocadas, pois não se faz inovação de médio e longo prazo sem o engajamento da área de TI. Essa função não pode ser delegada somente aos private equity ou CFO´s “mão de tesoura”, que em muitos casos assumem o papel de cortar custos e promover a inovação, com ações de curto prazo para atingir resultados imediatos. Os líderes de TI, por outro lado, precisam enxergar a necessidade de olhar para o negócio de modo mais abrangente. E é aí que eles precisam retomar o protagonismo da tomada de decisão.

Aquele velho departamento de Tecnologia, ultrapassado, implementador de “pacotes”, desconectado com a estratégia da empresa, dá lugar a uma TI ativa e antenada, que busca não só cortar gastos que não agregam valor à empresa, mas fazer a transformação digital acontecer na prática e trazer melhorias que impactem o crescimento da empresa. A nova TI constrói uma nova arquitetura orientada a micro serviços (MSA), mandatória para prover agilidade e inovação para a o sucesso dos negócios.

Um passo primordial nessa perspectiva é desvincular seu negócio do fornecedor de ERP que queira impor padrões de monopólio, e não mais se deixar ser refém de contratos de serviços de suporte e manutenção que literalmente puxam a companhia para trás e inibem a inovação, uma vez que a arquitetura de sistemas tende a se manter monolítica. Para alcançar a transformação digital é necessário lançar mão das melhores soluções disponíveis no mercado e construir um mundo novo. Mas, no “velho” costuma estar a joia da coroa. Então é preciso contar com um provedor que seja capacitado, de confiança, que possa cuidar do ambiente legado, sem a cobrança de taxas excepcionalmente altas para dar suporte e manutenção. Assim, o CIO orquestra os legados e as novas soluções com o protagonismo necessário, em parceria com o negócio, para fazer a transformação.

Mudar dá trabalho e muitas vezes as barreiras são também culturais dentro da própria organização. Até mesmo colaboradores dentro da equipe de TI podem boicotar esse movimento de transformação, por não saberem – ou por não quererem -, se adaptar e aprender uma nova forma de trabalhar. Os pacotes de software não são mais a melhor solução. As organizações precisam de uma abordagem mais ágil. É necessário criar, desenvolver, testar e ir para o próximo projeto, sempre junto com as áreas de negócio. O segredo é não recuar e seguir em frente, revendo processos, mexendo nas lideranças, renovando e capacitando o time.

Acredite, há alternativas viáveis fora de sua bolha. E lembre-se de uma questão básica: bons provedores são parceiros, e não agentes de intimidação. Liberte-se já. Também no mundo corporativo, a vida é mais bonita fora do cativeiro.

Este texto também foi publicado na HSM e na CIO.

Sobre a Rimini Street   

A Rimini Street, Inc. (Nasdaq: RMNI) é uma fornecedora global de produtos e serviços de software corporativo e a principal fornecedora de suporte independente para produtos de software Oracle e SAP e parceira da Salesforce. A empresa oferece serviços de suporte e gerenciamento de aplicações Premium, ultra responsivos e integrados que permitem que os licenciados de software corporativo economizem em custos significativos, liberem recursos para a inovação e alcancem melhores resultados de negócios. Até hoje, mais de 3,500 organizações da Fortune 500 e Fortune Global 100, empresas de médio porte, do setor público e outras de uma ampla variedade de setores têm confiado na Rimini Street como fornecedor confiável de produtos e serviços de software empresarial. Para saber mais, visite http://www.riministreet.com/, siga @riministreet no Twitter e encontre a Rimini Street no Facebook e LinkedIn.

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Certas declarações incluídas nesta comunicação não são fatos históricos, mas são declarações prospectivas para os propósitos das cláusulas de salvaguardas da Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados de 1995. Declarações prospectivas geralmente são acompanhadas por palavras como “pode”, “deveria”, “planejar”, “pretender”, “antecipar”, “acreditar”, “estimar”, “prever”, “potencial”, “parecer”, “buscar”, “continuar”, “futuro”, “vai”, “espera”, “perspectiva” ou outras palavras, frases ou expressões similares. Estas declarações são baseadas em várias hipóteses e nas expectativas atuais da administração e não são previsões do desempenho real, nem são estas declarações de fatos históricos. Essas declarações estão sujeitas a vários riscos e incertezas em relação aos negócios da Rimini Street, e os resultados reais podem diferir materialmente. Esses riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados às mudanças no ambiente de negócios em que a Rimini Street opera, incluindo a duração e os impactos econômicos, operacionais e financeiros em nossos negócios da pandemia de COVID-19, assim como as ações tomadas por autoridades governamentais, clientes ou outros em resposta à pandemia de COVID-19; inflação e taxas de juros, e condições financeiras, econômicas, regulatórias e políticas gerais que afetam a indústria na qual a Rimini Street opera; desenvolvimentos adversos em litígios pendentes ou no inquérito governamental ou qualquer novo litígio; o valor final e o prazo de qualquer reembolso da Oracle relacionado ao nosso litígio; nossa necessidade e capacidade de levantar capital adicional ou financiamento de dívida em termos favoráveis e nossa capacidade de gerar fluxo de caixa das operações para ajudar a financiar os investimentos crescentes em nossas iniciativa de crescimento; a suficiência financeira para atender as exigências de liquidez; os termos e o impacto de nossos 13,00% de ações preferenciais da série A; mudanças em impostos, leis e regulamentos; atividade competitiva de produtos e preços; dificuldades de gerir o crescimento de forma lucrativa; o sucesso de nossos produtos e serviços recém-lançados, incluindo MAS, Rimini Street Mobility, a Rimini Street Analytics, a Rimini Street Advanced Database Security e os serviços para os produtos de Salesforce Sales Cloud e Service Cloud e somado a esses produtos, esperamos lançar novos em um futuro próximo; a perda de um ou mais membros da equipe administrativa da Rimini Street; incerteza quanto ao valor a longo prazo dos títulos da Rimini Street; e aqueles discutidos sob o título “Fatores de Risco” no Relatório Trimestral da Rimini Street no formulário 10-Q, arquivado em 5 de agosto de 2020 e atualizado de tempos em tempos por outros registros da Rimini Street junto à Comissão de Valores Mobiliários (Security and Exchange Commission). Além disso, as declarações prospectivas fornecem as expectativas, os planos ou as previsões da Rimini Street sobre eventos futuros e as opiniões a partir da data desta comunicação. A Rimini Street antecipa que os eventos e desenvolvimentos subsequentes farão com que as avaliações da Rimini Street sejam alteradas. No entanto, embora a Rimini Street possa optar por atualizar essas declarações prospectivas em algum momento no futuro, a Rimini Street especificamente se isenta de qualquer obrigação de fazê-lo, exceto conforme exigido por lei. Estas declarações prospectivas não devem ser consideradas como representativas das avaliações da Rimini Street em qualquer data subsequente à data desta comunicação.

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